Kim Kataguiri, um jovem de 23 anos de idade, eleito Deputado Federal pelo Estado de São Paulo – o quarto mais votado – nas últimas eleições. É também o cofundador e coordenador do Movimento Brasil Livre – MBL, a favor do  impeachment de Dilma Rousseff. Kim  mobilizou o país em diversas manifestações, utilizando, principalmente a internet. Em outubro de 2015, a revista americana TIME classificou Kataguiri como um dos jovens mais influentes do mundo naquele ano.

Romeu Zema tem 54 anos, é empresário, proprietário de lojas de departamento e postos de gasolina e atual governador de Minas Gerais. Só apareceu no cenário político em vésperas de ano eleitoral. Foi eleito em 2018 Governador de Minas Gerais pelo partido NOVO com quase o dobro dos votos do segundo colocado, Antônio Anastasia (com extensa experiência e estrutura política – governador por 2 vezes e senador da república).

Jair Messias Bolsonaro, 64 anos, é um militar da reserva, político e atual presidente do Brasil. Filiado ao Partido Social Liberal, foi deputado federal por sete mandatos entre 1991 e 2018, sendo eleito através de diferentes partidos ao longo de sua carreira.

O que eles têm em comum?

Começando pelo óbvio, todos foram eleitos para cargos públicos nas eleições de 2018. No entanto, suas trajetórias de vida e carreira são bem distintas. Kim e Zema nunca ocuparam cargos públicos de cunho político antes de serem eleitos, nem possuíam grandes apoios de lideranças na política ao se elegerem. Bolsonaro, por outro lado, apesar de ter sido deputado “a vida inteira”, seu partido não tinha grande representação no governo, considerado por muitos jornalistas como “sigla nanica” até sua ascensão, com a eleição de Bolsonaro para presidente.

Outra característica comum é que nenhum deles possuíam grandes estruturas de campanha. Sabemos que isso faz ou fazia bastante diferença há algum tempo para o sucesso nas eleições. Quanto mais recursos, maiores as chances de levar a sua mensagem e convencer as pessoas a votarem em você. O Partido NOVO, de Romeu Zema, por exemplo, mobilizou-se para pedir doações ao partido, defendendo a realização da campanha sem utilização do dinheiro público. Bolsonaro, gastou menos que seu orçamento e fez doações do seu saldo de campanha.

Logo, o que pode ter levado os três a terem sucesso no pleito de 2018? 

As estratégias de marketing político, talvez.

A resposta não é tão simples, claro que envolve diversos fatores, inclusive a situação política-econômica do Brasil na época e o discurso de cada um. Mas, podemos observar pelo menos 2 características fortes de suas estratégias de campanha que, certamente foram determinantes para a vitória:

1. Se posicionarem como “a mudança“: Kim e Zema não eram políticos, portanto esse posicionamento caiu como uma luva para eles. Em meio a tantos escândalos de corrupção, eles poderiam ser a salvação, vistos que ainda não tinham sido “contaminados pelo meio politico”.

Já Bolsonaro usou da estratégia de combate, criticando veementemente seus colegas de profissão para mostrar que não compactuava com os “inimigos da nação” e por isso era diferente.

2. Mobilizar as pessoas através da internet: Os três candidatos investiram pesado na divulgação de suas ideias na internet. Não apenas em suas próprias páginas. Eles conseguiram fazer com que as pessoas propagassem, antes mesmo de serem candidatos, suas ideias. Prova disso é que Kim Kataguiri, em pleno período eleitoral se revoltou contra o Facebook por derrubar páginas relacionadas ao MBL. Foram removidas 196 páginas e 87 perfis na rede social como parte da política de combate à disseminação de notícias falsas. De acordo com o candidato e seus apoiadores, de maneira injusta.

Portanto, o que pode se concluir é que a forma de trabalhar o marketing político tem mudado e quem não se atentou a isso, talvez até tenha tido êxito, porém com maior dificuldade. E é bem provável que essa tendência continue.

E é simples notar o motivo. Os comportamentos mudaram, as gerações nascidas na era da informação têm a internet como parte do seu dia a dia e fonte de conhecimento para quase tudo. Atualmente, essas pessoas são a maioria da população brasileira. Basta observar a pirâmide etária de 2018, segundo dados do IBGE:

pirãmide etária 2018 - marketing politico

Ou seja, conseguir o voto dessas pessoas é conseguir o voto da maioria dos brasileiros. Encontrá-los parece ser fácil, eles estão na internet. Convencê-los já é outra história…E para isso você precisa conhecer melhor esse ambiente que é a internet e saber como utilizá-lo ao seu favor. Para e ajudar nessa tarefa criamos o Guia Prático de Marketing Político Digital. Garanta já o seu.

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